O amor e o saber possuem mais pontos em comum do
que podemos perceber em uma primeira vista. Em ambos não há
limites estabelecidos ou impossíveis. Sobre ambos não devem e não podem pesar preconceitos. E
- a maior das verdades - ambos sobrevivem de descobertas e da liberdade de
buscar sempre mais.
Em ambos o improviso é segredo de sucesso. A
vontade de se entregar é ponto de partida, junto com a expontaneidade com que
nos dediquemos a buscá-los. É preciso se libertar de influências externas.
Temos perdido a capacidade de nos surpreender. Esquecemos de sorrir, pois
poucos sorriem. Limitamos nossos gestos de afeto e atenção porque muitos
esquecem de praticá-los.
Esquecemos de dedicar mais de nosso tempo a escutar
nosso coração e nossa intuição. Por que é que deveriamos escutar o que cada um
pensa sobre "como" ou "o que" deve ser feito? Se o amor e a
saber são tão particulares, tão ligados às sensações e necessidades
individuais? É preciso, para que nos sintamos realizados, que ouçamos em que direção nos
orienta nossa necessidade de crescer e de ser feliz.
E, se sentirmos alguma coisa, permitir que este
sentimento sirva de mola propulsora para que amemos mais e mais intensamente,
para que busquemos conhecer da vida e de nós mesmos, para que acumulemos saber,
sempre em busca da realização de nossos sonhos. Isto não significa nos
afastarmos dos outros. Quem ama - e amando também se aumenta o saber - sabe que
não precisa ser perfeito, mas sim ser autêntico e leal a seus anseios.
Não
é justo deixarmos de fazer algo levados pelo medo de não fazê-lo bem feito, ou
por, um pouco mais, ou um pouco menos, temer possíveis riscos. O amor e o saber melhoram as pessoas, e isto as faz
serem uma presença agradável aos demais. E, quando somos os donos do destino, de
nossa maneira de amar e do nosso saber, nos tornamos mais interessantes e mais
particulares. O que faz as pessoas melhores de conviver é aquilo que cada uma
nos passa de sua busca por ser melhor e mais feliz.
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