Mostrando postagens com marcador Carinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carinho. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Atitudes das mulheres que podem agradar ao homem



Você se lembra de, ao sair, ou chegar, dar um beijo em seu companheiro? Não importa se vai sair de casa para demorar muito ou pouco, ou se chegou do trabalho, ou de uma saída para fazer compras. Beije-o. Mas um beijo, não uma bitoca! O gesto vale mais que mil palavras. E você estará a mostrar-lhe que também gosta de ser beijada.
Você viajou. Passou dois dias ou uma semana visitando sua mãe que mora longe. Não importa quanto tempo ficou ausente. Lembrou-se dele? Trouxe-lhe algo? Mesmo de pouco valor, mas uma forma de demonstrar que pensou nele. Mas, que não seja uma ferramenta. Que seja algo pessoal, que ele use! E vai indicar-lhe que você também gosta de ser presenteada.

Você acordou antes que ele no domingo. Sabemos que, na maioria das vezes, é você quem faz o café da manhã. Mas o fez pensando em agradá-lo? Vai sugerir, com sua atitude, que ele pode, às vezes, fazer a mesma coisa.

Ele se esquece do aniversário de casamento de vocês? O que faz você para lembrá-lo? E do aniversário de namoro? Não lembra mais do dia em que começaram? Bem, é muito chato, mas não vale um tumulto. O que foi que você tentou fazer, de forma discreta, para lembrá-lo antes que a data chegasse? Ou, sem nada fazer, você ficou quieta sabendo que ele esqueceria “de novo”? Poderia tê-lo convidado a tomar um vinho, ou a jantar fora, e demonstrar que a data é importante para você. Tanto que você faz questão de festejá-la. E teria evitado tristeza, lamentações e, quem sabe, uma briga em um dia que deveria ser especial.

Você ganhou flores de seu marido. Se acompanhadas de um cartão com palavras de amor, melhor ainda. E você demonstrou toda a alegria que lhe tomou conta? Foi efusiva para agradecer-lhe? É importante que você “dê o troco” adequado. Caso contrário, sua indiferença e pouco caso irão levá-lo a achar que não valeu a pena.

Aceite que ele ande com o braço sobre seu ombro quando esteja a caminhar com você. Isto permite que esteja a “ver” qualquer coisa que possa ameaçá-la, já que está “atrás” de você. Demonstra carinho e atenção e prova que ele a quer proteger. Então, não lhe reclame, nem entenda que ele a quer comandar. É típico do “macho” no reino animal ter o instinto de proteção à fêmea.

Quando fizerem compras, deixe que ele empurre o carrinho. Ou sugira que o faça, caso ele não se lembre. E, ao encerrar as compras, que ele carregue os pacotes mais pesados, seja para colocá-los ou retirá-los do carro, seja para descarregá-los e levá-los para casa. Da mesma forma, quando houver em casa um trabalho que exija força, ou que possa machucar as mãos, peça-lhe ajuda. Ele verá que lhe agrada ser ajudada e entenderá que está cumprindo seu papel.

Ao entrar em casa, no carro, em um restaurante ou cinema, permita que ele a faça passar á sua frente. É cortês, inspira educação e proteção, além de comprovar que ele é um cavalheiro. E, quando for subir no automóvel, se ele abrir a porta para você, não diga que não é necessário. Não queira ser uma “mulher independente”, o que, na verdade não tem nada a ver com aceitar uma atitude de delicadeza.

Há quanto tempo você não sugere saírem para dançar um pouco? Para algum lugar romântico, que permita “namorar” um pouco? E, se o convidou, mostrou-se romântica? Ou ousada, “oferecida” mais do que normal? Beijou-o, abraçou-o, apalpou-o? Homens também gostam disso, ainda que nem sempre o falem. Às vezes o desejam, mas sentem receio de serem mal interpretados ao demonstrarem.

E, ao voltarem para casa, sugeriu massagear-lhe os pés, ou o corpo todo? Há algo melhor e mais provocante do que massagear o corpo de seu marido? Há recantos preferenciais, onde você pode deter-se mais um pouco, provocando-o. E, até por “comodidade”, valerá a pena tirar a roupa (já que ele estará mesmo sem a sua).

Você o presenteou com uma cueca! Que tipo escolheu? O mesmo que daria de presente a um irmão ou a seu pai? Ao mesmo tempo em que enfatizam a masculinidade, roupas íntimas revelam em certa medida o lado erótico da personalidade. Um homem pode tentar esconder sua sexualidade ao vestir-se para trabalhar, sem se pavonear ou transmitir sensualidade. Mas, ao vestir-se para você, certamente haverá diferenças. Entrará em jogo sua imaginação e o que você lhe dá representa, em certa proporção, como deseja tê-lo a seu lado. Então, em um presente, pode estar um “recado” do que você espera dele, ou de como deseja vê-lo ao se arrumar para você.

Vocês estão sós em casa. Podem desfrutar de um ambiente mais tranquilo e de mais liberdade. Quando foi a última vez que você tentou sugerir-lhe “namorar” na sala, na cozinha, no banho, em qualquer lugar da casa que não seja seu quarto de dormir? Mostre-lhe que possui imaginação e criatividade, ou induza-o a tê-las e libere-se para o momento.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A historia de Elba Cidade


Em 1953, em Ipanema, bairro da zona sul de Porto Alegre, mudamos para a Rua Leblon. Ipanema é um bairro que, ao ser criado, homenageava o Rio de Janeiro, com suas ruas principais nomeadas de Leblon, Flamengo, Gávea, Leme e outros.

Tornou-se, por possuir uma bela praia às margens do Guaiba, um local no qual viviam muitas famílias e, no verão, algumas outras, de nomes mais tradicionais, ocupavam suas casas de “veraneio”, como se fala, no sul, até hoje designar as casas de praia.

Ali, de dezembro a fevereiro, vinham os Agrifoglio, os Coufal, os Truda, os Foergens, e outros que a memória não me ajuda muito a focar nos nomes. Então, nós, moradores de sempre, convivíamos com um estilo de vida mais refinado que o habitual.

Mas, voltemos á Rua Leblon, para onde nos mudamos sendo ainda cinco irmãos. Nela nasceu Icaro, pois acho que Moira, Yuri e Graziela já foram frutos da morada definitiva, na Rua Flamengo.

Na Leblon, esquina com a Avenida Guaiba, morava Ary Rego, um grande radialista que fazia um programa chamado Clube do Guri, marca de um chocolate em pó, um tipo de Toddy, da Neugebauer á época. Foi Ary Rego quem lançou Elis Regina na carreira de cantora.

Na mesma rua, frente a ele, morava o Sr Brausulino, pai da Yone, que, nos dias de baile, cantava boleros nas festas de nosso clube, a SABI, Sociedade dos Amigos dos Balneários de Ipanema. Para nossos olhos, uma mulher linda, de voz romântica, que nunca esquecemos.

Já, uns cem metros adentro, afastando-se da Avenida Guaiba, moravam Elba e José Cidade, pais, à época de Eurico e Eliane. Ele colorado doente, o que, além de passar a “doença” aos filhos, fez de mim um parceiro e admirador imediato. Eu, não só, era fanático por futebol, mas torcedor do Internacional, e anti-gremista radical.

José era um homem bastante calado, de poucas falas, mas muito educado. Nos tratava – as crianças – muito bem, como se adultos fossemos. Elba, uma mulher bastante típica daquele tempo, dedicada inteiramente à família, e ao mesmo tempo, moderna em sua alegria contagiante, em sua forma de nos “adotar” em sua casa, aonde recebia os amigos dos filhos para conversar, para ver televisão, ou para sairmos juntos a alguma reunião.

Não tenho como precisar a data, mas nós mudamos depois para a Rua Flamengo, e eles para uma casa muito bonita, na esquina da Avenida Tramandaí com a praça principal do bairro. Nós a chamávamos de “a casa do Betinho”, um jovem, cuja família ali residira por bom tempo, também amigos nossos.

Nossa amizade cresceu. Com Eurico eu jogava futebol na praia, e de Eliane, amiga da outra Eliane, minha irmã, ainda que mais nova, fiquei tão próximo que, quando ela enfrentou dificuldades em matemática, a ajudava com “aulas particulares”. Na verdade, estudávamos juntos, acho que eu estando dois ou três anos à frente dela, no ginásio.

Um pouco depois, já trabalhando, e saindo muito cedo de casa, éramos companheiros no ponto do ônibus, quase madrugada, eu saindo para trabalhar e Eliane, se não me engano, para o bairro do Menino Deus, para o Colégio Maria Imaculada. E continuávamos cada vez mais amigos.

Contudo, importante deixar claro, minha grande referência na família era Elba Salles Cidade, uma mulher fantástica. Amiga de sempre, grande ouvinte, alto astral, acompanhada por outra amiga, acho que a chamávamos de Dinda. Dinda era mãe de Carlinhos, este, uns quatro anos mais velho que eu.

Havia ela se separado de seu Valdemar, e o Carlinhos acabou casando com a Diva, filha de seu Hugo Ritter, dono do Armazém Ritter junto com o irmão Walter. Lembro que dona Iracema era a mulher de seu Hugo, e que Carlinhos conseguiu ir trabalhar na Varig, o que era uma referência vitoriosa. O irmão de Diva chamava-se Ivo, e tinha algumas quedas por Diana, outra irmã minha, ou vice-versa.

Então, muitíssimas vezes, aos finais de tarde, eu ia para a casa dos Cidade, onde conversava, comia bolo ou pudim feitos por Elba e Dinda (que ela me perdoe se confundo seu apelido, vez que não era seu nome), ficávamos longo tempo a ver televisão, e, vez em quando, eu sentava com Eliane para estudar.

Tinha por Eliane um enorme carinho e afeição. Éramos parceiros e confidentes, donos de um tipo de entendimento raro entre jovens como nós. Conversávamos muito, trocávamos idéias, e assistíamos programas como o de Moacyr Franco, cheio de suas músicas românticas, ou o de Flávio Cavalcanti, que quebrava os discos cujas músicas considerava de má qualidade.

Foram anos de muitas alegrias e de momentos enlevantes. Quando a Eliane, minha irmã, estava por fazer quinze anos, resolvi presenteá-la. Comprei uma saia branca plissada, uma blusa floreada, e um tecido cinza claro. Com este, pedi a Elba que fizesse um vestido “tubinho”. Ela o fez, com o prazer com que tudo fazia, e Eliane ganhou meus presentes, os primeiros de algum valor que dei a um irmão.

Ainda hoje lhe sou grato por ter-me proporcionado esta alegria e realização. Me senti homem, afinal era um presente razoável, com o qual Eliane ficou lindamente vestida, além de radiante. Lembro da cara animada de Elba me entregando o “tubinho”, e depois me perguntando como havia reagido minha irmã.

Com o passar do tempo saí de Ipanema, mudei de Porto Alegre, voltei, mas nunca deixei de visitá-la sempre que me era possível. Elba, mais que ninguém, era minha referência em Ipanema, meu retrato maior de uma época de muita felicidade e crescimento, como pessoa acima de tudo.

Não sei quantos anos se passaram depois que a visitei em sua casa na Rua Dea Coufal. Antes disso já o fizera na Rua da Gávea, onde depois foi morar Eliane, sua filha, minha querida amiga, que também visitei, e ainda na sua outra casa, na Rua Imperial. Mas, certamente, foram visitas que me refizeram e me levaram a reviver cenas que estão entre as mais amadas e gentis que já vivi.

Recentemente, muito recentemente, encontrei Elba através do Face Book. E a chamei de “minha eterna Musa”! E é verdade! Musas não são apenas mulheres cheias de formas, que mexem com a libido dos homens. Muito mais que isso, são mulheres especiais, que marcaram nossas vidas, e cujo carinho haverá de estar em nós para sempre.

Por tudo isto, pela saudade que me tomou hoje, junto com a alegria de relembrá-la, foi que resolvi escrever. É o recurso que disponho para que, este beijo enorme e o abraço que lhe mando hoje, fiquem registrados de forma mais duradoura.

Posso dizer, sem nenhum medo de estar cometendo qualquer exagero, que Elba é uma mulher inesquecível! Que me perdoem seus herdeiros, como o José, seu filho mais novo, mas são coisas que devem ser ditas, porque ela as merece!

Elba, com muito amor, deste seu fã e amigo, Victor!


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Você


Publicada no Diário de Notícias de Porto Alegre, no domingo, dia 8 de julho de 1973


“Vi você chegar. Chegou tranqüilo, cara limpa, povoada de sonhos, mãos vazias, prontas para dar carinho. Hoje penso em você,

momento pequeno, que, sentido de mágoa, ficou presente.
Vi você, olhos abertos, boca fechada em sorriso proibido. Vi você passar tranqüilo, partindo, feliz. Vi você partir.
Momento pequeno que marcou sua presença. Momento feito de rir. Vi você apanhar a pasta cheia de frases tão suas. E

caminhamos juntos por algum tempo, agora com um pouco mais de coragem, e nos demos as mãos.
Vi você partir, levando muito de mim, com a certeza de passagem cumprida.
E fiquei com um pouco de você, no olhar ausente, na boca aberta de sorriso amargo, nas mãos trêmulas, de quem acena retendo

a vontade de prender. Na tensão de quem não acredita na despedida até que ela exista. Na lágrima que corre incontida. Na

esperança de ser tudo um sonho apenas.
Na esperança de acordar e ver você... de cara limpa, povoada de sonhos... olhos abertos, boca fechada em sorriso proibido. Mas

fiquei parada, estática, muda, inerte... vendo você apanhar sua pasta e partir. “